
A saúde do trabalhador não é brincadeira. Quem trabalha no interior seguro de um escritório sofre quando precisa dar expediente durante uma mera gripe ou febre; imagine então quem trabalha com produtos perigosos como tinta automobilística e se fere com ela?
É preciso ter em mente: a tinta de um carro não sai com água, nem com espanador, nem com vento: ela é feita para ter uma fixação perfeita, que resista inclusive a lavagens e a impactos até uma certa força. Ela não foi feita para sair. Logo, o solvente para torná-la aplicável na lataria precisa vencer uma tremenda força de ligação de suas moléculas – ou seja, ele precisa ser forte DEMAIS. Imagine isso caindo nos olhos, na pele, sendo respirado? O estrago é muito grande.
O famoso quebra-galho
Para exemplificar esse subtítulo, podemos pensar na expressão “jeitinho brasileiro”. Quem nunca fez uma gambiarra pra não precisar chamar alguém para resolver qualquer que seja o seu problema? Pois é, e uma coisa que nem sempre paramos pra pensar, é que ao resolver mesmo esse problema com esse jeitinho que fazemos, isso se torna um costume e consequentemente uma espécie de habilidade aprendida.
Mas peraí, onde adquirir uma habilidade é um problema? O problema é justamente aprender a resolver algumas coisas perigosas, e não se preocupar em se informar se o método utilizado é realmente uma solução eficiente para o problema ou se uma série de outros problemas posteriores não podem ser criados por conta da forma errada de solução que você encontrou.
E também tem um outro probleminha que merece um destaque importante para esse tipo de situação. Sabe aquela vez que estamos com pouco dinheiro e aquele teu vizinho resolve pedir para que você resolva a situação, assim como você resolver em troca de uma grana extra? Isso é muito perigoso dependendo do caso. E por pensar que por uma, duas vezes deu certo comigo, por que não resolver logo o problema dele e ganhar aquele trocado.
Para o exemplo de uma fiação de casa que precisa ser restaurada, precisamos lembrar que apenas o uso de ferramentas e uma luva para evitar o choque, não vai ser o suficiente. É preciso comprar um uniforme profissional para que todos os procedimentos corretos possam ser realizados, sem que qualquer acidente possa acontecer.
E parece que não, mas o que tem de gente fazendo esse tipo de bico por aí, mas realizando funções muito mais perigosas (até em casos de empresas grandes) que correm risco todos os dias por aí, e acabam por ter sorte de não acontecer nada mais grave.
Portanto, se você não é um desses que resolve se aventurar em novas atividades profissionais, não deixe de lembrar também os seus contratados da sua preferência que não tem o hábito de se proteger, chame a atenção deles, ou converse com o gerente a respeito. O risco que eles correm é alto e você pode acabar ficando sem a assistência de seus profissionais de maior confiança. Seu cuidado volta pra você. Pode ter certeza, que a chance de algum acidente ainda existirá, mas certamente ela passará muito mais longe da sua casa e de você mesmo.