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Pavimentar é preciso

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Pavimentar é preciso

As obras para a pavimentação do asfalto em via urbana é algo que desprende tempo, planejamento e orçamento. Algumas prefeituras elaboram projetos grandes ou individuais, os quais englobam obras de drenagem, terraplanagem, iluminação, projeto geométrico e o próprio projeto de pavimentação. Por essa razão, os envolvidos devem ter em mãos todos os projetos individuais, sobretudo na hora de fiscalizar desde a elaboração do projeto até o canteiro. Saiba mais sobre a pavimentação e os projetos que a englobam.

O projeto

Pavimentação

O projeto de pavimentação do asfalto é composta, na maioria das vezes, três camadas, sendo a primeira a base, cuja composição é feita com um material mais resistente que o solo, a exemplo da brita corrida. A segunda camada é a sub – base, que é composta de mais uma camada de brita fina, betume (ligante betuminoso) ou cimento. A terceira é a massa asfáltica, um composto de ligante e agregado que dá o acabamento ao asfalto. Em alguns casos é utilizada uma armadura de aço na base, conforme o tipo de tráfego e da capacidade do terreno de suportar peso.

A quantidade de material usada no projeto de pavimentação são calculadas pelo Índice de Su­­porte Ca­­lifórnia (ISC), ou pelo California Bearing Ratio (CBR). Eles irão definir quais serão os materiais usados, a quantidade de cada um e a disponibilidade regional dos produtos. Os números são necessários, pois as obras de pavimentação, na maioria das vezes, envolvem grandes quantidades de matéria – prima e também mão de obra qualificada, sobretudo para a elaboração do projeto, sua execução e fiscalização.

Recomendações do TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) lançou uma cartilha, trazendo as especificações que podem ser adotadas em um projeto de pavimentação. Entre as recomendações estão a impermeabilização da elevação, bem como a compactação do aterro e a construção do contrapiso para a regularização do terreno. Nos casos em que a base é feita de concreto armado, não é necessário a implementação do contrapiso. Nessas situações é recomendado o uso de argamassa de assentamento, que irá nivelar e unir o material para a pavimentação.

No canteiro

É necessário ter uma ou mais pessoas responsáveis para verificar a qualidade e quantidade dos materiais que serão usados na obra. Além disso é preciso estar atento quanto ao cronograma e a correta utilização dos materiais, bem como as técnicas que serão aplicadas. Antes de começar a elaboração do projeto é de grande importância realizar um estudo do solo, em que serão levados em consideração fatores como os cursos d’água e quais os mecanismos de drenagem da água da chuva.

A sondagem do terreno da via, o uso de manilhas, pontilhões, além de obras para ajudar no curso da água são algumas das tarefas a serem desenvolvidas no canteiro. Um fiscal irá verificar como está o andamento tanto da drenagem quanto da pavimentação baseado no parecer de técnicos e engenheiros, os quais estão aptos, a por exemplo, determinar se surgirão bolhas de solo ruim não mapeadas. Caso não existam, o projeto poder ser executado sem problemas. É importante também verificar a conformidade do solo antes e no momento da execução da obra, verificando sua qualidade, espessura e uniformidade.

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