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A identificação dos terceirizados

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A identificação dos terceirizados

Quem trabalha no serviço público sabe que nem sempre o quadro de funcionários é suficiente para suprir a todas as demandas da instituição. O “engessamento” dos cargos e funções proíbe expressamente que um funcionário seja deslocado de sua função original em caráter temporário, mesmo que este consinta com ela. Por exemplo, um auxiliar administrativo que está ocioso e aceita ajudar na limpeza de uma sala provavelmente não terá autorização de sua chefia imediata para tal, mesmo que ele expresse essa vontade. Isso acontece porque as leis que ditam o funcionamento do funcionalismo público são por demais rígidas e altamente punitivas, caso um dos funcionários resolva abrir processo contra a instituição para se aproveitar de uma situação que ele mesmo criou.

Por isso, a solução mais rápida e efetiva é a contratação de prestadores de serviço terceirizados para cuidarem daquelas funções que o quadro de funcionários concursados não têm como abraçar. Em geral, estas empresas contratadas, sempre via licitação, se responsabilizam pelos setores de suporte de informática, limpeza, jardinagem, etc. Apesar de não ser obrigatório, elas habitualmente apresentam seus funcionários caracterizados com uniformes profissionais, de modo que o nome da empresa seja reconhecido de imediato pelos funcionários concursados e também pelo público em geral.

Dando nomes aos bois

É-importante-destacar-os-tercerizados-de-alguma-forma,-como-por-exemplo,-os-uniformes-profissionais.Como já dissemos, não é obrigatório que os terceirizados trabalhem uniformizados (a menos que essa obrigatoriedade conste no edital de licitação). Porém, é conveniente que eles sejam diferenciados dos demais. Além de deixar o nome da empresa memorizado a fundo na mente do público atendido, o fato de estar usando o nome e as cores da empresa inibe o funcionário de cometer erros propositais como falhas na execução dos serviços, desrespeito a outras pessoas, etc.

Além disso, os uniformes profissionais podem ter caráter instrumental na tarefa a ser desempenhada pelo funcionário que o veste. Por exemplo, um funcionário responsável pela limpeza de um departamento não usará um uniforme qualquer mas, sim, um uniforme adequado para suas atividades. Ele deverá ser mais grosso ou, pelo menos, ser composto também por um jaleco (além da calça comprida e da camisa); assim, ele poderá desempenhar suas tarefas com segurança, já que o uniforme o protegerá do contato de produtos de limpeza e de ferramentas abrasivas e sujas como cerdas de vassouras, paletas de rodos, etc. Lógico: será essencial que ele use também luvas impermeáveis e calçado fechado (de preferência, botas impermeáveis), mas o uniforme será o responsável por proteger a maior área do corpo.

Já um funcionário da área técnica de informática não precisa ficar assim, tão protegido. Seu uniforme deverá permitir que ele se movimente livremente, especialmente a camisa, que não poderá bloquear nem dificultar os movimentos dos braços (por isso, deve-se evitar peças mais justas, inclusive para as mulheres). Isso porque muitas vezes eles deverão carregar gabinetes de computador, impressoras, monitores, etc., e no momento da manutenção precisam estar com os movimentos destes membros totalmente livres para manipular parafusos, placas, travas e uma série de pequenas peças. Já os funcionários que trabalham com desenvolvimento (antigamente chamada de “programação”) não precisarão se preocupar com tanta liberdade de movimento – porém, o mesmo modelo de camisa lhes servirá, por motivo de conforto. Se o diretor da empresa terceirizada achar por bem, ele poderá diferenciar uma área de outra (técnica e de desenvolvimento) por cor de camisa.

Material de primeira?

Pelo-baixo-investimento,-os-uniformes-profissionais-normalmente-são-esquecidos-ou-deixados-de-lado-para-serviços-terceirizados.É certo: numa licitação para a contratação de empresas terceirizadas, costuma vencer a empresa que oferecer um bom serviço pelo menor valor possível. Assim sendo, não há um orçamento muito folgado para a aquisição de uniformes profissionais, o que acaba “incentivando” o diretor a comprar peças de material mais barato. Resultado: roupas que se desgastam muito rapidamente e que requerem substituição em pouco tempo.

Uma solução para evitar este desgaste tão rápido é a aquisição de várias peças por funcionário; assim, ele poderá revezar entre elas e poupá-las. Porém, o investimento fica mais alto devido ao número de peças, muitas vezes se aproximando do valor que ele deveria investir caso comprasse um número menor, porém de melhor qualidade. Isso deve ser avaliado cuidadosamente, especialmente no caso dos funcionários da limpeza e da jardinagem que, pela natureza dos cargos que desempenham, desgastam muito mais rapidamente seus uniformes. Aqui, realmente não valerá a pena comprar uniformes em tecido mais frágil, levando em consideração unicamente o preço.

Se você vai participar de um processo licitatório, pense com carinho na questão dos uniformes de seus funcionários. Afinal, é a sua empresa a ser representada, não só pela qualidade nos serviços prestados mas, também, na apresentação pessoal de cada um deles. É um bom motivo, não é?

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