
A maioria das pessoas já deve ter ouvido falado em TOC, a sigla para Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Esse problema já apareceu em novelas, séries de televisão e filmes, causando dúvidas e despertando curiosidade. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que o problema atinja entre 1% e 2% da população mundial. No Brasil, há cerca de 4 milhões de pessoas vivenciando esta condição, o que as leva à procura por um psicólogo ou psiquiatra Brasília. O TOC tende a surgir com mais frequência entre o fim da adolescência e o início da idade adulta, atingindo igualmente homens e mulheres.
Entendendo o problema
Qualquer pessoa passa por preocupações e situações de ansiedade ao longo do dia. Entretanto, há pessoas que, em diversos momentos, são invadidas por pensamentos angustiantes e inevitáveis, relacionados a segurança, limpeza, saúde, religião, entre outros temas. O indivíduo pode, por exemplo, crer constantemente que sua mão está sendo contaminada por ter tocado em algo “sujo”, ainda que não esteja. Esse tipo de pensamento ansioso repete-se constantemente e recebe o nome de obsessão.
Para “aliviar” essa preocupação gerada pelos pensamentos obsessivos, o indivíduo acaba desenvolvendo determinadas atitudes, igualmente repetitivas. Por exemplo, a pessoa do exemplo acima, com obsessão por limpeza das mãos, tende a lavá-las diversas vezes ao longo do dia. Alguém cuja temática de sua obsessão é a segurança de casa provavelmente irá conferir se a porta está trancada constantemente. Esse tipo de comportamento em resposta à obsessão recebe o nome de compulsão. A partir destes dois sintomas, que podem variar muito, surge o nome “Transtorno Obsessivo-Compulsivo”.
Por que essas obsessões ocorrem?
Do ponto de vista médico, as causas para o TOC não estão exatamente claras. Acredita-se que haja fatores hereditários associados e que desequilíbrios envolvendo o neurotransmissor serotonina estejam relacionados à condição. Além disso, pesquisas apontam que o cérebro dos portadores de TOC apresenta funcionamento excessivo em algumas áreas. Por fim, pessoas que reagem excessivamente às situações de estresse e passam por eventos traumáticos, como a perda de alguém querido, são mais propensas ao surgimento de pensamentos obsessivos. Como na maioria das desordens mentais, as causas são biopsicossociais.
Quais são as possíveis complicações do TOC?
Os pacientes podem até perceber que seus pensamentos e atitudes são desproporcionais à realidade, mas não conseguem impedi-los sozinhos. Em geral, tentam disfarçar essas atitudes e evitar tocar no assunto, já que os comportamentos repetitivos costumam afetar as áreas pessoal, social e profissional. Por vergonha, os portadores geralmente evitam procurar ajuda médica e acabam por fazê-lo em estágios mais avançados do problema.
Sem o tratamento adequado, é possível que o paciente desenvolva outros transtornos mentais, como depressão, transtorno dismórfico corporal e Síndrome de Tourette.
Como é o tratamento?
O tratamento para TOC envolve a psicoterapia, na qual o paciente é estimulado a desenvolver meios de lidar com os pensamentos e rituais compulsivos. Também inclui a administração de medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos, sempre segundo a prescrição e a recomendação de um psiquiatra Brasília.
