Home Administração Investimentos pra quem tem paciência

Investimentos pra quem tem paciência

0

Com crise política ou sem, com crise econômica ou sem, se tem uma coisa que todo mundo concorda é que poupar dinheiro é sempre uma estratégia inteligente para evitar apertos futuros. O brasileiro sabe bem disso, ainda não muitas vezes ele não saiba bem como poupar. Não é difícil entender isso, afinal, quando se fala em investimento, logo vem à nossa cabeça uma coleção de siglas conhecidas mas que pouca gente sabe o que significam. CDB, RDB, títulos de capitalização e outros aparecem na listagem, além da poupança e ações da Bolsa de Valores.

Calculando as contas.
Calculando as contas.

É claro que cada um desses investimentos é detalhado minuciosamente, afinal  trata-se de dinheiro de uma pessoa sendo investido, e isso é sério. E por ser    menos complicada que as outras formas, a caderneta de poupança é a mais  procurada pelos brasileiros. A abertura dessa caderneta pode ser atrelada à  conta-corrente ou não, e os documentos e termos são bastante simples. O  problema dela é que o rendimento é baixo, principalmente do primeiro governo  Dilma para cá, quando a taxa de juros máxima foi fixada em 0,5% (antes ela  chegava a ultrapassar 1,5%). Mas uma outra forma de poupar que caiu no gosto  dos brasileiros é o consórcio, tanto os informais (um grupo de pessoas físicas se unem num grupo e arrecadam uma quantia mensal pré-determinada entre eles) até o clássico consórcio de automóveis, que passou a ser visto não só como uma forma de adquirir um veículo mas, também, de montar um belo pé-de-meia.

Consegue aguardar?

Todas as formas de “guardar dinheiro” mencionadas acima, à exceção apenas da poupança,  levam um certo tempo para ter o acesso liberado ao correntista. “Como assim?”. Bom, a caderneta de poupança realmente é um tipo de conta, a qual o correntista pode manipular livremente, depositando e fazendo retiradas no momento que desejar. Entretanto, as outras formas seguem um prazo de vigência, descrito em contrato. Os títulos de capitalização, por exemplo, podem ter vigências que vão de três a cinco anos; as retiradas podem ser feitas antes deste prazo, mas parte do investimento fica com o banco, numa espécie de “multa” recisória.

Financiamento do carro.
Financiamento do carro.

Assim também são os consórcios de automóveis e consórcios de outros tipos: há um prazo mínimo de vigência. Diferente da poupança e dos títulos de capitalização, os consórcios não rendem juros sobre o investimento, sendo que o consorciado sorteado – ou o que chegar ao final do contrato sem ser contemplado – retira o valor total do investimento sem rendimentos sobre ele, na forma de um veículo (ou outro produto qualquer) ou de dinheiro em espécie (como nos consórcios informais).

Em quê investir?

Essa é uma pergunta recorrente à maioria da população, que em geral é pouco familiarizada com estes mecanismos de poupança. E infelizmente não há uma resposta padronizada para ela. Todos os bancos, inclusive, respondem sempre a mesma coisa: depende do perfil do investidor. “Como assim?”. Depende muito do valor que se deseja (ou se dispõe para) investir, do prazo máximo que o investidor opta por aguardar até poder fazer a retirada, do risco envolvido no investimento (por exemplo, os investimentos em ações na Bolsa de Valores são os mais lucrativos, podendo dobrar fortunas em poucos dias, mas são os mais arriscados por poderem botar todo o dinheiro a perder na mesma velocidade), etc.. Em resumo: um consórcio de automóveis é retorno garantido, mas demorado, assim como a poupança; as ações são rentáveis, mas arriscadas, etc.

No que investir? Quanto eu posso gastar?
No que investir? Quanto eu posso gastar?

O melhor conselho continua sendo o bom e velho: “procure seu gerente pra  conversar sobre investimentos”. Contadores, em geral, também podem ter boa dicas  par dar, mas quem está por dentro do mercado financeiro já tem as “maldades” do  funcionamento da coisa toda e saberão avaliar seu perfil e indicar o investimento  mais adequado. Claro, nada impede que você faça uma opção diferente da apontada  por ele – e pode ser que dê certo! Mas de toda maneira, bata um papo cauteloso e  detalhado com o gerente, pois nesse mundo das finanças, quanto mais se conhece,  melhor se movimenta por ali.

Boa sorte!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here