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Plano de Rigging em situações de içamento crítico

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Plano de Rigging em situações de içamento crítico

O rigger é o profissional especializado em elaborar planos e estudos para a movimentação de cargas pesadas, especificando como ocorrerá a operação e quais máquinas para içamento, transporte ou remoção serão envolvidas. Este planejamento recebe o nome de plano de rigging e é feito com o objetivo de garantir segurança e integridade à própria carga, ao ambiente, às pessoas e ao maquinário envolvido na movimentação. Para a elaboração de planos eficientes, é altamente recomendada a realização de um curso rigger.

Plano de Rigging em situações de içamento crítico

Existem situações em que o plano de rigging deve considerar um potencial extra de riscos, quando o içamento é considerado crítico. Nessas circunstâncias, os cuidados com segurança são mais rigorosos, mas dependem das características específicas do içamento. Conheça algumas circunstâncias em que esse tipo de plano se faz necessário.

Riscos para a área da operação

É preciso verificar se os pisos ou tipos de solo em que ocorrerá a operação são capazes de suportar o peso do guindaste e da carga. Da mesma forma, é necessário checar a existência de linhas de energia na região, bem como tubulações, tanques, unidades de armazenamento de produtos e outras estruturas e obstáculos dos quais é preciso manter distância.

Riscos para pessoas

Além dos arredores, preservar a segurança das pessoas que passam pela área da operação é prioridade. Os riscos surgem especialmente se a carga a ser içada passar sobre áreas públicas, por onde várias pessoas circulam. Agravantes possíveis são riscos ambientais ou químicos, caso a carga caia. Também pode ser considerado um içamento crítico se houver pessoas sendo içadas.

Riscos para a própria carga

Há casos em que o tipo ou o volume da própria carga são os agravantes do processo de içamento, fazendo com que seja considerado um içamento de risco, dependendo do peso a ser movido. Isso também pode ocorrer se a carga for potencialmente instável por conta da ação de forças dinâmicas, ou se a forma da carga for irregular. Sua composição química também pode representar um risco, especialmente se a carga for inflamável.

Riscos de condições ambientais

Diversos fatores climáticos podem dificultar a movimentação ou o içamento de cargas, como a ocorrência de ventanias, chuvas de intensidade mais forte, nevoeiro, neblina, granizo, entre outras condições adversas. Há casos em que a temperatura do local pode influenciar na realização da operação. Além disso, o período de realização do içamento (diurno ou noturno) pode causar impactos. Outro possível agravante é o tipo de superfície em que ocorrerá a movimentação da carga (terra ou mar).

Riscos estruturais

O içamento pode ser considerado de risco quando não se sabe se as informações referentes à carga (peso, volume, densidade, composição etc) são confiáveis ou se o equipamento utilizado encontra-se sob certificação válida. Também pode representar riscos estruturais se houver a necessidade de mais de um guindaste para içar a carga.

Riscos financeiros

Por fim, o plano de rigging deve ser mais rigoroso se possíveis falhas representarem riscos financeiros no momento da movimentação da carga. Isso pode ocorrer se acidentes atrasarem obras, se a carga danificada for de difícil substituição ou se danos nas estruturas próximas representarem altos custos de reparação.

Além dos itens citados, há vários outros fatores que podem classificar um içamento como procedimento de risco. Por isso, é essencial contar com um rigger capacitado, que execute um plano sólido e estruturado para mitigar os riscos existentes.

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