
Na hora da construção, existem certas ferramentas e equipamentos que não podem faltar para qualquer tipo de obra. Dependendo da situação pode até parecer um exagero por parte da empresa, obrigar que seu funcionário utilize algumas ferramentas ou equipe-se com certos tipos de EPIs. Mas principalmente para obras de seguimento civil, ainda que equipados e com as ferramentas certas, o profissional corre um grande risco de sofrer com algumas infelicidades que os perigos dessa profissão proporciona.
Mas a situação também não acontece por um simples acaso. Uma grande característica do profissional que trabalha na obra civil, também é enfrentar essas condições perigosas durante suas atividades profissionais sem que haja um interesse de sua empresa, em oferecer as devidas e OBRIGATÓRIAS condições ideais de trabalho. Muitas vezes os trabalhadores acabam por ter que tirar de seu próprio bolso um investimento a mais, para que não tenham problemas depois com o serviço. Por isso, é importante que foquemos em alguns pontos que são fundamentais para garantir a segurança ou diminuir e muito os riscos enfrentados pelos profissionais todos os dias.
Ferramentas e materiais
Ao acompanhar o artigo até aqui, você deve ter automaticamente ligado essas condições de trabalhos aos casos onde um simples contrato de boca ou um autônomo é contratado para um serviço e ele o realiza de maneira irregular. Mas a verdade, é que isso é muito mais comum do que realmente parece. Um bom exemplo disso, é pegarmos as obras da Copa do Mundo 2014 aqui no Brasil.
Tivemos vários casos de acidentes, alguns deles que terminaram de maneira trágica, onde o motivo da ocorrência se deu pela falta de uso ou devida equipagem correta das obras, tanto por parte dos funcionários como também das empresas que não fiscalizaram como deveriam as obras. Mas voltando a rotina comum de um trabalhador do dia a dia, também encontramos com bastante facilidade, as famosas improvisações (gambiarras) que quebram um galho em grande maioria das vezes.
O problema acontece justamente quando elas não funcionam como deveriam (até porque, quando se faz uma gambiarra se espera que algo que não foi feito para ser usado de tal maneira, possa servir para essa função momentaneamente). Um exemplo fácil e comum, se dá na pintura externa de uma casa e também na construção de uma laje ou de um andar superior.
Pela pressa que a situação se designa e também pela “economia” (que depois sai caro), a tarefa acaba sendo feito sobre improvisos e o resultado… Por isso, é importante para estes casos em específico, que a locação de escoras metálicas e andaimes possa ser pensado, para justamente se prevenir que situações desconfortáveis aconteçam por esse tipo de descuido.
Os incômodos EPIs
Tenta explicar pra um profissional com mais de 20 anos de experiência na área de obra civil, que ele precisa agora começar a usar um certo tipo de óculos para quebrar um muro com uma marreta. Pois é, dificilmente você será ouvido e atendido. Várias “desculpinhas” serão lançadas nesse momento e nessa hora é essencial que sua fiscalização e poder de convencimento entre em ação, para garantir que o cara possa te ouvir.
Além de incomodantes, alguns EPIs costumam gerar um custo para empresa, que se for multiplicado por um grande número de funcionários, acaba perdendo o controle ou a própria preocupação em fazer com que eles os utilizem. Não precisa nem falar que mais cedo ou mais tarde, algum acidente vai acontecer, alguém vai se machucar e todos serão prejudicados.