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Móveis com alergia a mudança

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Móveis com alergia a mudança

Não, você não leu errado – nem está escrito por engano. Vamos falar de móveis que são, realmente, MUITO alérgicos a mudanças.

Ao contrário dos donos, que sempre veem novos horizontes se abrirem quando mudam de endereço, certos tipos de mobiliário não veem a mesma graça nessa história. Só de se imaginarem sendo desmontados, já começam a afrouxar. Já sabe do que estamos falando, não é? Sim, dos móveis de MDF.

Frouxinho, frouxinho…

Sabe o que é MDF? É a sigla de “Medium-Density Fiberboard”, ou seja, “placa de fibra de média densidade”. É um produto feito a partir de madeira e resina e que pode receber tratamentos especiais para resistir à água, ao fogo, etc. É um material fácil de trabalhar, sendo muito utilizado em artesanatos – e também é resistente, sendo útil na construção civil. Em muitos casos, ele substitui a madeira como, por exemplo, na fabricação de móveis de cozinha (aqueles armários já prontos), de quarto (guarda-roupas, sapateiras, etc.), etc..

Montador de móveisO MDF é muito versátil e permite um acabamento excelente, permitindo inclusive acabamentos envernizados altamente estéticos. Você vai encontrá-lo também nas academias com escalada indoor, cujas paredes onde as agarras ficam fixadas são feitas em MDF naval (mais grosso e mais resistente à umidade).

Entretanto, apesar de tanta versatilidade e resistência, o MDF tem uma fraqueza: não aguenta muita manipulação. Quando um guarda-roupas, por exemplo, é montado pela primeira vez, todos os parafusos ficam completamente firmes no lugar porque as chapas foram furadas pela primeira vez. Mas se ele for desmontado e montado de novo em outro lugar – como em uma mudança -, o furo onde os parafusos estavam fixados antes já não vão estar tão justos como na montagem anterior. Não existe risco, que fique bem claro; móveis desse tipo toleram bem uma remontagem – mas a partir da segunda remontagem, já vai ficar claro que as peças não estão tão firmes. Sim, é o que você está pensando: o parafuso “roçou”.

Quando isso acontece em um móvel de madeira, normalmente resolve-se o problema com um pouco de cola de madeira, que “encharca” a região do furo e o parafuso fica firme de novo. Mas no MDF, se você tentar “encharcá-lo”, a região pode ficar estufada como se tivesse recebido água. Aí, esteticamente a peça fica prejudicada – e é provável que ela fique enfraquecida também, já que o estufamento significa que as placas de madeira se distanciaram naquela região, comprometendo a resistência.

Casa nova, móveis… novos?

Ai, meu bolso… Sim, talvez você deva considerar essa possibilidade, caso seus móveis já tenham passado por mais de uma remontagem – aliás, leve isso em consideração com ainda mais cautela caso você tenha comprado algum móvel já usado, porque ele provavelmente já passou por uma remontagem. Para saber o estado dele e descobrir se ele aguenta uma mudança, é só olhá-lo com atenção. Se as portas parecem um pouco tortas e desalinhadas, ou se as gavetas estão com aspecto assim, então é muito provável que uma nova remontagem o danifique mais ainda, inclusive gerando o risco de um dia, do nada, ele desmontar (sem contar que um móvel desalinhado também fica esteticamente desagradável). Lembre-se que não é só o peso do guarda-roupas em si mas, também, do peso das roupas e demais objetos dentro dele.

Desalinho

Outro sinal de problemas são as gavetas que do nada passaram a ficar duras para fechar ou abrir, mesmo estando corretamente colocadas nos trilhos. Isso é sinal de que a montagem não está muito alinhada mais, e a tendência é só piorar, já que para abrir ou fechar a gaveta, você terá que forçá-la todas as vezes.

“Mas isso tudo é caso de emergência?” Não necessariamente. Se seu orçamento permitir, providencie móveis novos (os necessários, claro, não precisa trocar a casa inteira) para a casa nova e deixe os velhos para trás – ou tente vendê-los. Mas não os leve com você, para evitar trabalho desnecessário. Maaas… caso seu orçamento já esteja apertado, você tem três alternativas:

– levar esses móveis para o novo endereço, remontá-los e trocá-los por novos na primeira oportunidade, ou;

– não levá-los e ficar sem eles até comprar outros – isso caso você tenha como se virar sem eles.

Essa segunda alternativa é interessante porque você não vai ter a trabalheira de desmontar e remontar móveis dos quais você vai se desfazer logo; mas ela tem, mesmo, o inconveniente de improvisar um lugar para deixar suas roupas, ou os objetos da cozinha enquanto o móvel novo não chega. Mas compensa se você pensar que pelo menos você não vai arriscar acordar no meio da noite com um armário inteiro caindo no chão, com tudo que está dentro! Rsrs

Quem tem móvel de MDF precisa ter o hábito de checar as condições do mesmo quando pensa em se mudar – ou mesmo mudar o móvel de cômodo, o que muitas vezes pede uma desmontagem também. Com um pouco de atenção, você evitará grandes aborrecimentos!

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