A Agorafobia é um transtorno psicológico ligado ao transtorno de ansiedade e aos ataques de pânico. Existem casos em que o transtorno possa acontecer ao indivíduo sem histórias prévias de pânico ou ansiedade, mas normalmente eles andam juntos.

As crises de pânico, conhecidas cientificamente pela Psiquiatria e pela Psicologia como os ataques de pânico ou ansiedade, surgem através de períodos súbitos, sem cronograma de decorrência, com medos constantes entre elas.

Elas são acompanhadas por sintomas que são característicos e aparecem quase em todas as crises. Eles podem ser fisiológicos, como taquicardia, palpitações no coração, tremores, sudorese, falta de ar e aperto no peito.

Saiba mais sobre a Agorafobia

Outros sintomas que podem surgir nesses momentos são os apertos no peito, náuseas, dores abdominais, tonturas e dores fortes na cabeça.

Além dos sintomas físicos, podem ocorrer: sensação de irrealidade, alteração da percepção do real e de si mesmo, estreitamento do pensamento, perda de controle do corpo, chamado de despersonalização, acreditar fielmente que está morrendo ou que vai enlouquecer.

Esses sentimentos são vividos intensamente por quem está passando por um ataque de pânico e ansiedade, interpretando esses sintomas como se ela realmente fosse morrer ou perder o controle da situação.

Em qual momento a Agorafobia surge?

Quando as crises começam a aumentar, a Agorafobia pode surgir, já que o indivíduo está sofrendo subitamente com esses ataques, sem o menor controle sobre eles.

Ou seja, ele adquire um medo constante de que elas possam voltar a se repetir durante o dia, se manifestando em seu cotidiano. A Agorafobia é motivada pela ideia de que os ataques possam voltar e será impossível de lidar com eles.

A pessoa com traços agorafóbicos apresenta o chamado “medo do medo”, é o medo do seu próprio medo, tentando escapar o máximo que der dele vir à tona.

Essa ocorrência leva as pessoas que estão passando por esse transtorno a evitar todas as situações que envolvam as crises, incluindo lugares, momentos e atividades cotidianas, podendo prejudica-las em todos os contextos de sua vida.

Como um exemplo possível de Agorafobia, se os ataques de pânico e ansiedade ocorreram em seu local de trabalho ou em um restaurante que o indivíduo costumava frequentar, a pessoa crê que o problema começará a se manifestar em lugares associados.

Qual é a causa da Agorafobia?

Existem fatores que tentam explicar o aparecimento da Agorafobia, porém, é preciso ressaltar que nem todos os sintomas explicitados podem configurar um diagnóstico de Agorafobia (com ou sem ataques de pânico).

Os autores assinalam alguns fatores que podem facilitar o aparecimento do transtorno, entre eles estão: atenção focada nas próprias sensações, ansiedade traumática, fatores altos de stress, hiperventilação crônica e fatores genéticos.

Atenção focada nas próprias sensações

As pessoas que geralmente possuem transtornos de pânico ou ansiedade, ou entram em situações estressantes que causam um ataque de ansiedade e pânico, podem desenvolver uma maior sensibilidade para detectar mudanças corporais.

Essas pessoas estão devidamente atentas a qualquer mudança de temperatura, batimento cardíaco, pressão arterial entre muitas outras sensações.

Essas reações corporais se tornam referências para antecipar os perigos que possam vir a ocorrer com seu corpo.

Ou seja, quando aparece qualquer sintoma físico, os pacientes com predisposições ansiosas irão notar imediatamente a alteração, aumentando os estados de alerta e pânico.

Fatores altos de estresse

Os fatores ambientais com caráteres estressantes podem contribuir totalmente para o aparecimento de um ataque de pânico com Agorafobia.

Situações como separações, términos de relacionamento, perda de um emprego, ou de um ente querido são fatores que facilitam o surgimento de crises.

Hiperventilação Crônica

Com a hiperventilação, que é uma respiração acelerada, ocorre a alcalose respiratória compensada (pH do sangue próximo ao normal), ou seja, os níveis de dióxido de carbono e os de bicarbonato no sangue estão abaixo do normal.

Esses níveis desregulados fazem com que as pessoas que possuem predisposições aos ataques de pânico e ansiedade sofram crises com Agorafobia.

Fatores genéticos

Os fatores genéticos podem ser determinantes para os transtornos psicológicos. Irmãos univitelinos ou pessoas com parentes próximos que possuam o transtorno de pânico têm mais probabilidades de desenvolvê-lo.

Qual o tratamento para a Agorafobia?

Os tratamentos com acompanhamento com psicólogo Brasília e psiquiatra são os indicados para quem possui o transtorno, pois os profissionais irão garantir uma melhora nas situações temerosas do paciente, diminuindo o aparecimento das crises. Isso inclui a psicoterapia e a administração de medicamentos específicos.