É um assunto delicado e que as pessoas preferem evitar, mas que faz parte da ordem natural das coisas: ninguém é eterno. Assim sendo, é preciso que as pessoas reflitam sobre a situação em que vão deixar seus entes queridos depois da morte. Nesse contexto, é recomendado que se faça um seguro de vida.

Por que fazer um seguro de vida?

O seguro de vida não é algo muito divulgado pela mídia, já que não representa nenhum sonho de consumo, como um carro ou uma casa, por exemplo. Entretanto, esse tipo de seguro pode trazer muito mais tranquilidade no futuro.

Como funciona?

O seguro de vida paga uma indenização às pessoas que você escolher após a sua morte, independente de inventário ou partilha de bens, para diminuir o impacto financeiro, o que é bastante útil se você tiver muitos dependentes. Alguns ainda arcam com as despesas do funeral.

Além da morte por causas naturais, esse seguro também pode incluir outros tipos de cobertura: morte por acidente, invalidez permanente (total ou parcial) por acidente, invalidez funcional permanente, invalidez laboral permanente, despesas médicas e odontológicas, diárias de incapacidade temporária, diárias por internação hospitalar e doenças graves.

Quanto custa?

Os preços do seguro de vida variam conforme o valor de indenização que você deseja receber e a quantidade de itens na cobertura. Além disso, tendem a ser mais baratos quanto mais jovem e saudável você for. Por este motivo, você deve responder a questionários sobre estilo de vida e condições gerais de saúde antes de adquirir o seguro. É preciso que você seja o mais sincero e honesto possível, uma vez que a seguradora poderá não o indenizar se julgar que agiu de má-fé.

Há uma infinidade de pacotes com diferentes coberturas disponíveis. Nesse sentido, contate uma corretora de seguros que possa orientá-lo melhor, após pesquisas de mercado. Você deve escolher a cobertura de seguros levando em consideração alguns fatores, como a quantidade de dependentes, sua renda mensal, aplicações financeiras e dívidas existentes. Não há uma fórmula exata, mas é recomendado que você, analisando as circunstâncias de sua vida, estime quanto tempo sua família demoraria para se reestruturar financeiramente após sua morte.

O seguro de vida costuma ser mais caro para mulheres, uma vez que elas tendem a ter maior expectativa de vida, de acordo com as estatísticas. Além disso, os pacotes sofrem reajustes anuais, com base na idade do segurado e nos valores da inflação.

Existe indenização em caso de suicídio?

Para as seguradoras, os casos de suicídio são equiparados a acidente pessoal, o que permite o pagamento de indenização em um prazo de carência de dois anos, ou seja, caso o segurado cometa suicídio nos dois primeiros anos de vigência do contrato, não há cobertura. Essa condição é estabelecida pelo artigo 798 do Código Civil.