Se tem uma coisa que o brasileiro definitivamente tem de nascença é o empreendedorismo. Quando tem uma ideia nova, então, ninguém segura! Basta um bom projeto, uma boa organização das ideias, papeladas e fluxograma, um pouco de pesquisa, um bom lugar e… pronto! Nasce uma nova empresa.

Mas o problema está sendo, mesmo, achar o tal do bom lugar… Nas grandes cidades, então, nem se fala: cada centímetro quadrado está tomado. Pra todo lado que se olha, já tem uma placa luminosa, ou uma simples, ou então tem gente morando que não vai sair dali. Procura, procura, procura… e de repente surge uma casinha velha, espremida entre duas construções mais novas, e o dono se dispôs a negociar, seja venda ou aluguel. Perfeito! Mas aí você entra e verifica que, realmente… “como é estreita! Vai até o fundo do terreno, o que é bom, mas não deve ter nem seis metros de largura direito… Vai ficar muito escura. Hmm… acho que tive uma ideia…”

Que entre a luz!

Realmente, imóveis assim, escuros e que pegam o terreno todo, são sempre uma dor de cabeça quando se resolve montar um negócio ali. Mesmo derrubando todas as paredes internas, uma portinha de acesso ali na frente e o restante escuro – e ainda por cima sem janelas! – torna o lugar um pouco claustrofóbico. Mas há uma solução bem interessante que já se vê em uso por aí: deixar a frente toda aberta para a claridade. E não estamos falando em maxiporta! A solução mais viável é o uso de um grande mosaico de alumínio e vidro compondo toda a fachada – e para o acesso, uma grande e bela porta balcão.

Utilizar-a-iluminação-natural-de-um-lugar-funciona-muito-bem-com-as-portas-balcão.“Tá falando de esquadrias?”. Sim, mas prefiro chamar de “solução arquitetônica para luminosidade” (hehehe). O imóvel sendo assim tão escuro, é preciso achar alternativas para que a luz externa entre e seja visível até o fundo. Mas o simples aumento luminosidade não é o único motivo para isso: ambientes tão fechados podem deixar alguns clientes desconfortáveis e ter uma visão do ambiente lá fora é uma forma deles de manter a calma, ter a segurança de que “o mundo continua lá e está acessível para mim”. Além do mais, tem-se a impressão de que o ambiente é maior e mais aconchegante, características que podem ser conseguidas de outras formas, mas sairia mais caro pois envolve projetos específicos de decoração.

Outro ponto importante é que, com mais luz natural entrando, você conseguirá uma economia importante na conta de luz. Afinal, se a luz externa que entrou for suficiente para iluminar adequadamente ao menos parte do lugar, já são algumas lâmpadas a menos (ou pelo menos, menos fortes).

Nem todo mundo gosta de alumínio

O maior problema quando se fala em usar porta balcão de alumínio em fachadas é que muitas pessoas as associam a algo de pouca qualidade ou de visual simplório; assim, logo que ouvem a sugestão, torcem o nariz. Outro ponto contra importante diz respeito à segurança – afinal, as portas em alumínio têm uma flexibilidade que as tradicionais de madeira (ou as de ferro) não têm, fazendo parecer que são frágeis. E ainda, no caso desse imóvel estreito, a fachada de vidro tira a privacidade de quem está lá dentro.

A-porta-balcão-sofre-com-a-parte-de-segurança-que-pode-não-ser-o-suficiente-para-um-escritório-comercial.Bom, quanto à segurança, de fato o vidro não oferece resistência a ataques, as menos que seja blindado (mas é um absurdo de caro). Porém, como se trata de um imóvel comercial, pressupõe-se que, quando fechado, será protegido por uma estrutura mais forte, como uma porta rolante de ferro.

Já nos quesitos “visual” e “privacidade”, há uma solução atraente que coloca um ponto final em ambos: plantas ornamentais na fachada. Folhagens pendentes como samambaias, combinadas a folhagens em grandes vasos, além de darem um diferencial muito bonito à fachada do empreendimento, disfarçam as esquadrias de alumínio (que vão chamar muito menos atenção do que folhagens exuberantes e bem cuidadas) e ainda disfarçam com elegância e distinção o movimento lá dentro. Mas não é obrigatório usar folhagens: podem ser vasos com flores, peças de arte penduradas, a placa com a logo do próprio estabelecimento, etc. O vidro jateado é uma boa alternativa para resolver o problema da privacidade, mas ele vai realçar mais as esquadrias (quando o vidro é mantido transparente, a visão do interior do lugar deixa as esquadrias como que camufladas); se você não gosta delas e quer usar esse tipo de vidro, convém pensar em soluções para disfarçar o alumínio. Que tal pintá-los?

Independente da solução, o importante é reconhecer o potencial do imóvel, mesmo quando ele tem características que a princípio desanimam. Um pouco de paciência e imaginação (além da farta tecnologia disponível e acessível) com certeza farão seu papel em seu empreendimento.